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Vale interrompe operações nas minas de Fábrica e Viga após extravasamento de cava

Por Reuters

27/01/2026 7h20 — em
Geral



27 Jan (Reuters) - A Vale disse que suspendeu as operações nas unidades produtivas de Fábrica e Viga, em Minas Gerais, após receber da prefeitura de Congonhas ofício determinando a suspensão de alvarás de funcionamento das atividades, conforme comunicado ao mercado na noite de segunda-feira.

A suspensão ocorre após o extravasamento em uma cava da mineradora na região na madrugada de domingo e que levou ao alagamento de áreas da CSN Mineração na unidade Pires, em Ouro Preto (MG).

De acordo com a Vale, a prefeitura local também determinou a adoção de medidas emergenciais de controle, monitoramento e mitigação ambiental pela companhia.

A Vale também reiterou que seus guidances seguem inalterados e acrescentou que as barragens na região seguem com condições de estabilidade e segurança inalteradas.

As duas unidades que tiveram operações suspensas têm uma produção combinada de 8 milhões de toneladas por ano, ou o equivalente a 2,4% do volume médio do guidance de minério de ferro da Vale para 2026, de acordo com analistas do Santander, que disseram ver a suspensão como negativa, ainda que a mineradora tenha mantido suas previsões.

Já analistas do RBC observaram que as causas do extravasamento estão sob investigação, e que o tempo de suspensão de licenças e potenciais custos associados não estão claros. Eles também notaram que impactos da ocorrência ao Rio Maranhão podem levar a um escrutínio adicional.

Na véspera, o governo de Minas Gerais afirmou que foram identificados danos ambientais decorrentes do extravasamento da cava, devido ao carregamento de sedimentos e do assoreamento de cursos d’água afluentes do Rio Maranhão.

A Vale informou anteriormente que não houve carregamento de rejeitos de mineração, apenas água com sedimentos (terra).

(Por Letícia Fucuchima;Edição Michael Susin)


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