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Preços do milho e da soja na Índia caem com abertura das portas às importações dos EUA

Por Reuters

11/02/2026 8h08 — em
Geral



Por Rajendra Jadhav e Mayank Bhardwaj

MUMBAI/NOVA DELHI, 11 Fev (Reuters) - Os preços do milho e da soja na Índia caíram nesta quarta-feira, depois que Nova Délhi concordou com a inseção de impostos para a importação de óleo de soja e ração animal rica em proteínas dos EUA, sob um novo acordo comercial com Washington, alimentando temores de suprimentos mais baratos entre os agricultores.

Sindicatos agrícolas e partidos da oposição, preocupados com os suprimentos baratos dos EUA, convocaram protestos em todo o país para quinta-feira.

Uma declaração conjunta da Índia e dos EUA na semana passada informou que Nova Délhi concordou em permitir a importação isenta de impostos de óleo de soja e grãos secos de destilaria com solúveis (DDGS), um subproduto do etanol à base de milho usado como ração para gado.

Os preços da soja e do milho caíram 10% e 4%, respectivamente, desde que o acordo provisório foi anunciado na semana passada, reacendendo a ira de milhões de pequenos agricultores indianos, cujos protestos em 2020-21 forçaram Nova Délhi a revogar leis destinadas a desregulamentar os mercados.

Embora a permissão para importações de DDGS dos EUA esteja pesando sobre os preços, o impacto de curto prazo provavelmente será limitado, disse Harish Galipelli, diretor da ILA Commodities Pvt Ltd, uma empresa comercial com sede em Hyderabad.

Os preços do milho estão sendo negociados em torno de 1.820 rúpias (US$20,06) por 100 kg, bem abaixo dos preços de apoio ou garantidos estabelecidos pelo governo de 2.400 rúpias, à medida que a produção atinge um recorde e a demanda dos produtores de etanol cai.

Da mesma forma, a demanda dos fabricantes domésticos de ração continua fraca, com o mercado preocupado que as importações mais baratas de DDGS possam agravar o atual excesso de oferta, disseram traders.

A produção de milho semeado no verão da Índia aumentou 14%, atingindo um recorde de 28,3 milhões de toneladas, de acordo com estimativas do Ministério da Agricultura local.

Rakesh Tikait, um importante líder agrícola, disse que o governo não manteve discussões com os agricultores antes de concordar com o acordo.

“Fomos mantidos no escuro, e o acordo comercial é um golpe duro para o setor agrícola, que é a base da economia indiana”, disse ele.

Alertando o governo contra a continuação do acordo, Tikait disse: “Haverá um protesto nacional em 12 de fevereiro e, depois disso, intensificaremos nossa agitação”.

(Reportagem de Rajendra Jadhav e Mayank Bhardwaj)

((Tradução Redação São Paulo))

REUTERS LF


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