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Marrocos dissipa dúvidas sobre capacidade de sediar Copa do Mundo de 2030

Reuters
Marrocos dissipa dúvidas sobre capacidade de sediar Copa do Mundo de 2030
Marrocos dissipa dúvidas sobre capacidade de sediar Copa do Mundo de 2030

Por Mark Gleeson

RABAT, 19 Jan (Reuters) - A realização bem-sucedida da Copa das Nações Africanas pelo Marrocos significa que não deve haver ceticismo quanto à sua capacidade de sediar a Copa do Mundo com Portugal e Espanha em 2030, mesmo que a final de domingo tenha sido ofuscada por um abandono de campo e uma derrota do time da casa.

Estádios impressionantes, conexões de transporte fáceis e uma infraestrutura turística bem estabelecida garantiram que o torneio de 24 equipes ocorresse sem maiores problemas para dissipar qualquer dúvida sobre a Copa do Mundo daqui a quatro anos.

O Marrocos planeja usar seis locais em 2030 e cinco deles foram usados para a Copa das Nações, proporcionando superfícies de jogo de classe mundial e um cenário espetacular.

O Grande Stade em Tânger, com capacidade para 75.000 pessoas, é uma instalação impressionante na cidade costeira do norte, a menos de uma hora de balsa da Espanha.

Na final de domingo, Senegal derrotou o Marrocos por 1 x 0 na prorrogação, depois de ter saído de campo quando um pênalti foi marcado contra eles nos acréscimos ao final dos 90 minutos. Brahim Diaz, do Marrocos, perdeu o pênalti e Senegal venceu com um gol de Pape Gueye.

A partida foi disputada no Stade Moulay Abdellah, na capital Rabat, que tem capacidade para 69.500 pessoas. O público da final foi de 66.526.

Os estádios de Agadir, Fes e Marrakech também eram mais do que adequados e agora serão reformados nos próximos anos.

Mas joia da coroa é o proposto Stade Hassan II, com capacidade para 115.000 pessoas, nos arredores de Casablanca, que Marrocos espera que seja escolhido para sediar a final, em vez do estádio Santiago Bernabéu, em Madri.

No total, Marrocos gastará US$1,4 bilhão nos seis estádios. Está programado um amplo investimento em aeroportos, com cerca de 10 cidades marroquinas já operando ligações aéreas diretas para a Europa e muitas companhias aéreas de baixo custo oferecendo voos para o reino.

Também está planejada uma extensão do único serviço ferroviário de alta velocidade da África, que já oferece uma viagem confortável de três horas de Tânger a Casablanca, mais ao sul, para Agadir e Marrakech.

Marrocos espera que tudo isso modernize suas cidades e impulsione a economia, mas distúrbios liderados por jovens em setembro passado revelaram uma irritação profunda em relação à pobreza e aos serviços públicos em meio aos ambiciosos projetos de infraestrutura.

Os protestos expuseram um desafio para as autoridades manterem a ordem e o ritmo do desenvolvimento econômico e, ao mesmo tempo, aprimorarem a imagem internacional do Marrocos antes da Copa do Mundo.

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