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Dólar cai ante real após dados de emprego abaixo do esperado nos EUA

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Dólar cai ante real após dados de emprego abaixo do esperado nos EUA
Dólar cai ante real após dados de emprego abaixo do esperado nos EUA

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 9 Jan (Reuters) - O dólar intensificou as perdas ante o real nesta manhã de sexta-feira após a divulgação de dados abaixo do esperado sobre o mercado de trabalho norte-americano, em sintonia com a perda de força da moeda norte-americana também no exterior.

Às 10h37, o dólar à vista cedia 0,60%, a R$5,3567 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro para fevereiro -- atualmente o mais líquido no Brasil -- recuava 0,62%, a R$5,3865.

O Departamento do Trabalho informou que foram gerados 50.000 postos de trabalho em dezembro nos Estados Unidos, abaixo dos 60.000 projetados em pesquisa da Reuters com economistas. A taxa de desemprego nos EUA ficou em 4,4%, ante projeção de 4,5%.

Em uma primeira reação aos números, os rendimentos dos Treasuries de dez anos -- referência global de investimentos -- perderam força, assim como o dólar ante boa parte das demais divisas.

No Brasil, a moeda norte-americana, que já oscilava em leve baixa antes do relatório de empregos, aprofundou o movimento, renovando as menores cotações do dia até o momento, em meio à leitura de que as chances de mais cortes de juros nos EUA aumentaram.

O diferencial entre a taxa de juros norte-americana, hoje na faixa de 3,50% a 3,75%, e brasileira, que está em 15%, vem sendo apontado como um fator de atração de recursos para o Brasil, mantendo o dólar em níveis mais distantes dos R$6,00 nos últimos meses.

Mais cedo, na abertura da sessão, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,33% em dezembro, após elevação de 0,18% em novembro, encerrando 2025 com alta acumulada de 4,26%. Economistas ouvidos pela Reuters projetavam altas de 0,35% no mês e de 4,30% no ano.

A inflação do ano ainda está acima do centro da meta contínua de inflação perseguida pelo Banco Central, de 3%, mas está dentro do intervalo de tolerância, que vai até 4,50%. Em novembro a inflação oficial já havia ficado dentro do intervalo de tolerância, ao atingir 4,46% em 12 meses.

Embora a inflação de dezembro e do acumulado de 2025 tenham ficado abaixo das projeções dos economistas, a abertura dos dados ainda mostrou um cenário de pressão de preços, o que dava sustentação à curva de juros brasileira. Por trás disso está a visão de que, com a inflação ainda pressionada, o Banco Central pode iniciar o processo de corte de juros apenas em março, favorecendo o diferencial de juros entre Brasil e EUA.

Na quinta-feira, o dólar fechou cotado a R$5,3892, em alta de 0,04%.

Às 11h30 o Banco Central realiza leilão de 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 2 de fevereiro.

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