Malvino Salvador fala sobre ter votado em Jair Bolsonaro: 'foi pragmático'
O ator amazonense Malvino Salvador, de 44 anos, revelou, em entrevista à coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, detalhes de ter votado em Jair Bolsonaro para presidente, em 2018. Ele também fala sobre como a cultura vem sendo desvalorizada no País. Além de ator, Malvino é empresário, sendo sócio da esposa, Kyra Gracie, na academia de jiu-jitsu dos dois no Rio de Janeiro.
Durante a entrevista, ele não citou nomes de nenhum político, mas ao ser questionado sobre o Jair Bolsonaro, afirmou: “Não sou daquela coisa de me abster, votar em branco ou nulo. Acho que a gente precisa votar. O meu voto naquele momento foi um voto pragmático, foi uma escolha que eu fiz diante do que eu via, da minha insatisfação com quem poderia entrar no poder [PT]”, disse. “Mas isso não quer dizer que eu apoie a outra pessoa [Bolsonaro].”
“O extremismo e o populismo são, na minha opinião, muito ruins em todos os aspectos, seja de direita ou de esquerda. É preciso haver mais diálogo entre os líderes, diálogos mais saudáveis. Está virando tudo uma panfletagem política. Você não vê confronto de ideias, é um xingando o outro.”, disse ele, que em 2016 participou de manifestações contra o governo de Dilma Roussef.
Malvino também respondeu se apoiaria uma possível candidatura de Luciano Huck com o ex-ministro da Justiça e ex-Juiz da Lava Jato, Sergio Moro. “Acho que qualquer um pode se aventurar na política. E tomara que eu seja surpreendido positivamente.”.
Sobre a situação de como a cultura vem sendo tratada pelo governo no Brasil, ele afirma: “O que eu venho percebendo é uma tentativa de vilipendiar a cultura. Não entendem que é preciso haver fomento. É preciso se pensar na cultura como se pensa no agronegócio e em outras áreas importantes, é preciso injetar dinheiro. O que me angustia nesses últimos anos é perceber uma violência desmedida e descabida contra ela. Virou a Geni”, disse.
“É difícil as pessoas reconhecerem o quanto ela é importante para o país. A cultura é que faz a união e a identidade de um povo. A Lei Rouanet virou como se fosse uma coisa do diabo, onde as pessoas ganham dinheiro adoidado, e não é assim. A gente sabe que existem distorções, sim, é preciso corrigir, mas tem uma infinidade de gente que vive da cultura através de incentivos fiscais.”.
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