Após o auditor Marco Aurélio Choy pedir vista do processo, o julgamento de Bruno Henrique, atacante do Flamengo, foi adiado para quinta-feira (13), às 15h. O jogador segue liberado para atuar por efeito suspensivo, e o resultado final será conhecido na retomada do julgamento no STJD. Até o momento, o relator Sergio Furtado Filho havia votado pela absolvição no artigo 243-A (que prevê até 12 jogos de suspensão) e pela punição no artigo 191, com multa de R$ 100 mil.
A defesa do atleta tentou o arquivamento do caso alegando prescrição, mas o pedido foi negado por unanimidade. O processo se refere ao episódio em que Bruno Henrique teria forçado um cartão amarelo, em 2023, para beneficiar apostadores. O tribunal entendeu que a denúncia foi feita dentro do prazo, enquanto a defesa argumenta que o período legal havia expirado. Durante o julgamento, os advogados do Flamengo e do jogador defenderam que o cartão foi parte de uma estratégia esportiva, sem intenção de manipular resultados. O relator destacou que não há provas de que Bruno Henrique tenha atuado deliberadamente para influenciar apostas ou alterar o resultado da partida, apenas uma possível infração disciplinar.
Paralelamente, Bruno Henrique responde a processo na Justiça comum, onde foi indiciado por fraude esportiva pela Polícia Federal. A investigação revelou mensagens com seu irmão, Wander Nunes, sobre o cartão amarelo no jogo contra o Santos, o que levou à denúncia. No entanto, a defesa sustenta que o jogador não teve envolvimento direto em apostas e pede absolvição completa.

