"Há algumas empresas interessadas e espero assinar o contrato até o fim de dezembro", afirmou Montanha. Embora não informe o número de empresas com as quais negocia e nem o valor pedido pelos espaços, em respeito ao compromisso de confidencialidade, o dirigente admite que as tratativas estão levando em conta a nova realidade do time.
O último patrocinador master do Santos foi o Banco BMG, que além de ter sido o parceiro do clube na contratação do meia Montillo, do Cruzeiro, por R$ 16 milhões e mais os direitos do volante Henrique, pretendia continuar na camisa, mas não renovou o contrato por não concordar com o alto valor exigido pelo clube - aproximadamente R$ 25 milhões por um ano. Teria havido entendimentos preliminares com a Caixa Econômica Federal, que também considerou exagerada a pretensão santista. Outro entrave foi a incerteza com relação à permanência de Neymar. Sem o craque no time, o valor despenca.
Dificilmente o novo patrocinador da camisa santista será um banco, como a Caixa Econômica Federal. A estratégia do marketing do clube foi buscar os concorrentes dos patrocinadores da seleção brasileira e da Copa do Mundo. De acordo com Montanha, o que tem facilitado as negociações é a certeza do retorno. "Basta lembrar o sucesso obtido pelos últimos patrocinadores master do Santos. Além disso, o mercado sabe que se trata de uma marca forte e com baixa rejeição", afirmou. A explicação de Montanha para o Santos não ter conseguir patrocinadores pontuais é que os jogos do time não são exibidos pela televisão aberta.
