Inédita, homenagem ao Brasil em anel de campeão da NFL vira orgulho em SP
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A "retribuição" do Philadelphia Eagles à contribuição brasileira na campanha do título do Super Bowl 59 foi comemorada pela gestão municipal de São Paulo, palco do histórico primeiro jogo no país. A franquia da NFL gravou a bandeira do Brasil em seu anel de campeão como homenagem ao evento que marcou o início da trajetória.
HOMENAGEM SEM PRECEDENTES
"Orgulho enorme para a gente", destacou o presidente da SPTuris, Gustavo Pires, em conversa com o UOL. A empresa oficial de turismo e eventos da capital paulista esteve envolvida diretamente na vinda ao Brasil da maior liga de futebol americano do mundo que, por sua vez, quis repetir a dose em 2025 com uma segunda edição.
O time que sediou o 1º São Paulo game foi o campeão. Saiu o anel [do Super Bowl] com a bandeira do Brasil, é um orgulho enorme para a gente.Gustavo Pires, presidente da SPTuris
A homenagem partiu dos Eagles e foi inédita: é a primeira bandeira gravada em um anel de campeão do Super Bowl. A confecção do item é personalizada, e o símbolo brasileiro foi incluído na parte interna da joia, acima do mantra do técnico Nick Sirianni ("Duro, detalhado e juntos") e dos placares dos quatro jogos da pós-temporada, que coroaram a campanha vitoriosa.
A franquia da Filadélfia não foi a primeira a ser campeã na mesma temporada em que jogou fora dos EUA, mas foi a primeira mandante. Em 2007, ano de estreia dos jogos internacionais da NFL, o New York Giants era o visitante quando venceu o Miami Dolphins na temporada regular e, meses depois, veio a vencer o Super Bowl. O anel deles não contou com a bandeira britânica gravada.
O gestor paulistano reforçou que a "sorte" e outros atrativos ajudam o São Paulo Game a despontar como um "amuleto" da NFL. A coincidência (ou não) de o primeiro mandante na estreia da liga no Hemisfério Sul ter faturado o título na mesma temporada, junto de mais elementos brasileiros, pesa na balança para o país assumir maior protagonismo no cenário internacional da modalidade.
O público brasileiro é o terceiro maior mercado da NFL do mundo e é questão de tempo até passar o México [que só fica atrás dos EUA]. Sem dúvida, os jogos no Brasil podem fazer isso, e a gente ainda tem algumas sortes. A NFL mostrou um respeito enorme com o Brasil. Foram dois times de Playoffs no jogo passado e nesse ano também. Ainda com a vinda dos Chiefs, a nova dinastia e candidato a título, com Mahomes, um dos grandes jogadores da história.Gustavo Pires
Não à toa, segundo ele, a liga preparou outro jogão para o repeteco em setembro, e novamente com candidato ao título jogando por aqui. Os Chiefs de Patrick Mahomes, campeões de três das últimas seis edições e finalista em cinco delas, será o visitante e vai encarar o rival Los Angeles Chargers. O duelo é um clássico de divisão traçando o paralelo com com as rivalidades estaduais do futebol brasileiro.
"A gente acredita que são vários fatores que facilitam que isso aconteça", ponderou o presidente da SPTuris sobre o jogo no Brasil virar uma espécie de talismã. "Há um olhar atento da NFL para o mercado brasileiro, potencial para crescer. A liga escolhe times competitivos e teremos um clássico aqui, como se fosse Corinthians x Palmeiras, Fla-Flu. Outro ponto que nos ajuda muito com relação a Europa é o fuso horário. A gente consegue jogos de horário nobre com facilidade, são poucas horas de diferença", complementou.
A outra parte que pode ajudar nessa mística é que, com o Eagles campeão e agora Chargers e Chiefs com possibilidades de título... Claro que a gente pode criar essa mística, os EUA adoram isso, e os times disputarem ainda mais para vir. E uma coisa que Goodell [comissário da NFL] me disse foi sobre a atmosfera criada no jogo. O brasileiro torce de um jeito diferente, o público é caloroso. Isso é importante para os executivos e jogadores de lá.Gustavo Pires, presidente da SPTuris
Chargers e Chiefs se enfrentam no dia 5 de setembro no estádio do Corinthians, mesmo palco do jogo no ano passado. A partida terá início às 21h (de Brasília), e a gestão municipal de São Paulo promete manter os padrões e realizar um grande evento.
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