Depois de anunciar as contratações de Robinho e Richard, além de encaminhar a chegada de Romarinho, o Fluminense mira um reforço ainda mais importante para este Brasileiro: o de sua própria torcida. O jogo desta segunda-feira contra o Atlético-MG, às 20h, no Maracanã, será o primeiro teste de um pacote destinado a aumentar a média de público e reverter prejuízos com bilheteria.
No sábado, o Fluminense anunciou o Maracanã como palco de todos os seus jogos como mandante até o fim do ano. Ao descartar Giulite Coutinho, o clube fez uma aposta ousada: pode maximizar lucros, mas também ver aumentar o saldo negativo de R$ 1,3 milhão em bilheteria neste Brasileiro. Uma redução parcial de custos do Maracanã já foi atingida pelo clube através de negociações com fornecedores. Agora, o restante depende da presença da torcida.
Para bancar jogos no Maracanã, o Fluminense calcula ser necessário mais de 20 mil pagantes por jogo. No Brasileiro, a média tricolor é de 14 mil. No domingo, o clube anunciou um novo plano de sócio-torcedor, chamado "Tricolor de Coração", que dará 100% de desconto em ingressos, ao custo de R$ 99 mensais. Hoje, contra o Atlético-MG, torcedores que compraram ingresso pela internet poderão apresentá-los através do celular ou da carteirinha de sócio, sem enfrentar filas para troca na bilheteria.
As novidades são uma tentativa de fazer valer o investimento financeiro no Maracanã, além de fomentar uma atmosfera de apoio em todo o estádio. Nesta Série A, a taxa de ocupação média em jogos do Fluminense é de apenas 22% dos lugares disponíveis. É a penúltima no ranking, elaborado pelo "Globoesporte.com", à frente apenas do Vitória.
Não que a torcida esteja se escondendo: o Fluminense tem o décimo maior público acumulado do campeonato, segundo levantamento do site "Sr. Goool", e a sétima maior renda bruta total nos jogos como mandante. Só que as dimensões do Maracanã, com quase 70 mil lugares e custos operacionais beirando os R$ 400 mil, exigem esforço extra.
Com um treino fechado à imprensa, o Fluminense finalizou no domingo a preparação para enfrentar o Atlético-MG. A tendência é que o técnico Abel Braga repita a escalação do empate sem gols diante do Santos, em São Paulo, na última segunda-feira.
No primeiro turno, foi na vitória fora de casa contra o Atlético-MG, no Independência, que o Fluminense começou a viver seus problemas com lesões de jogadores no Brasileiro, algo que dificultou as repetições de escalações. Naquele jogo, quem se machucou foi o meia Sornoza, que fraturou o tornozelo esquerdo.
Embora o equatoriano venha treinando normalmente, as chances de que ele retorne ao time hoje são reduzidas. Além de cuidados com a parte física, Abel se preocupa com um retorno tranquilo do ponto de vista emocional.
— São três meses fora, um turno inteiro. Não é fácil. Acho que, para esse jogo, não fará parte do grupo. Seria muita coincidência também: machucou contra o Atlético, voltar contra o Atlético — afirmou.

