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TCE manda investigar denúncias de corrupção no governo David Almeida

TCE manda investigar denúncias de corrupção no governo David Almeida
TCE manda investigar denúncias de corrupção no governo David Almeida

Documento do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM), aponta para a suspeita de um desvio de, aproximadamente, R$ 7 milhões destinados à realização de cirurgias no governo interino (9 de maio a 4 de outubro de 2017) de David Almeida, candidato a prefeito de Manaus pelo Avante. David tem negado a veracidade das denúncias que chegaram a Corte de Contas, qualificando-as como “fake news’ 

Assinado pelo presidente do TCE-AM, Mário de Mello, o Acórdão 839/2020 descreve o recebimento da denúncia do Ministério Público de Contas (MPC) para a abertura de investigação de “suposta prática na contratação RDL 295/2017, feita em caráter emergencial com o Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento – Imed, no valor de R$8.433.233,40”.

Segundo o Acórdão 839/2020, a investigação é direcionada a Vander Rodrigues Alves e Maria Belém Martins Cavalcante, respectivamente, secretário e secretária-executiva de Saúde na gestão estadual de David Almeida. Ainda de acordo com o documento do TCE, o alvo da investigação é a contratação de 780 cirurgias eletivas diversas, conforme a “Portaria n. 0756/2017 – GSUSAM”. As cirurgias deveriam ocorrer no Hospital Delphina Aziz, na zona Norte de Manaus.

Em uma investigação prévia, o Ministério Público de Contas apontou um superfaturamento de R$ 7 milhões no “pacote de cirurgias” com o Imed, levando em conta preços praticados no mercado local e pediu imediata suspensão dos serviços, à época. A Secretaria de Saúde iria pagar R$ 8,4 milhões ao Instituto de Medicina pelos serviços.

Na decisão em que se confirma a abertura da investigação sobre o secretariado de David Almeida em 2017, a Corte de Contas decidiu ainda aplicar uma multa de R$ 43,8 mil ao então secretário de Saúde, Vander Rodrigues Alves, “por ato praticado com grave infração à norma legal”. A decisão foi publicada no Diário Oficial do TCE.

Trecho do Acórdão 839/2020/TCE
“Julgar Procedente a Representação, com pedido de medida cautelar, interposta pelo Ministério Público de Contas – MPC, por intermédio de seu Excelentíssimo Procurador de Contas Ruy Marcelo Alencar de Mendonça, em face dos senhores Vander Rodrigues Alves e Maria Belém Martins Cavalcante, sendo respectivamente, Secretário de Estado de Saúde – SUSAM e Secretaria-Executiva do Fundo Estadual de Saúde – FES/AM para apuração de suposta prática na contratação RDL 295/2017, feita em caráter emergencial com o Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento – Imed, no valor de R$8.433.233,40, para a realização de 780 cirurgias eletivas diversas, consoante a Portaria n. 0756/2017 – GSUSAM, extrato publicado na p. 8 do DOE de 04 de agosto de 2017.”

Escândalo dos áudios
Além do estudo sobre os valores das cirurgias com suspeita de superfaturamento pelo Ministério Público de Contas, vieram à tona áudios de conversas telefônicas entre o irmão de David Almeida, Daniel Almeida, e a diretora do Instituto Gente Amazônica (Igam), Maria de Nazaré Lima Menezes, que denunciou o superfaturamento das cirurgias.

No áudio, o irmão de David Almeida questiona o fato de Maria ter exposto o caso na imprensa. “Mana, mas você me colocou numa situação difícil, Maria. Eu que te levei lá”, disse Daniel, referindo-se a apresentar Maria ao governo da época.

A declaração de Daniel veio após a diretora do Igam expor a surpresa da contratação suspeita das cirurgias. “O Vander (Alves, secretário de Estado da Saúde) quer brincar com coisas sérias. Eu tentei conversar. Isso não se faz. Nós temos a população morrendo e o cara tá superfaturando R$ 10 mil por cirurgia. Você acha certo isso?”, questionou

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