BRASÍLIA - Ainda sem votos para aprovar a no Congresso, o presidente afirmou que quem rejeita a medida é favorável aos privilégios do serviço público. Na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil () nesta terça-feira, Temer negou que proteja ruralistas.
— Quanto (quem votar contra a proposta) disser: "Eu voto contra a Previdência, eu voto a favor dos que, no Brasil, são privilegiados, ou utilizam-se de certas demasias do nosso sistema — declarou o peemedebista, chamando de "mentira" supostos argumentos de que a emenda constitucional afetará trabalhadores rurais, idosos e deficientes.
Na verdade, a proposta original de Temer, enviada há um ano ao Congresso, atingia esses grupos. O governo teve de ceder e, mesmo assim, ainda não tem os 308 dos 513 votos necessários para aprovar a matéria na Câmara. A tentativa é de iniciar a votação na próxima segunda-feira, a apenas quatro dias do começo do recesso parlamentar.
— Muitas vezes dizem que eu, meu governo, projeto ruralistas, pecuaristas. É o contrário. São os ruralistas e pecuaristas que protegem a economia nacional. Não temos que ter medo de dizer isso — disse Temer.
O presidente tem relação próxima com os ruralistas, recebe esses parlamentares frequentemente — e prestigia eventos deles, como nesta quinta-feira —, além de defender pautas apoiadas pelo grupo. Na primeira denúncia criminal contra ele, barrada pela Câmara em agosto, obteve votos favoráveis de 73,1% da bancada ruralista.

