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Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caem mais que o esperado em meio à estabilidade do mercado de trabalho

Por Reuters

19/02/2026 9h48 — em
Economia



WASHINGTON, 19 Fev (Reuters) - O número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego caiu mais do que o esperado na semana passada, em consonância com a estabilização do mercado de trabalho.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 23.000 na semana encerrada em 14 de fevereiro, para 206.000 em dado ajustado sazonalmente, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira.

Economistas consultados pela Reuters previam 225.000 pedidos para a última semana. A queda da semana passada marcou um declínio significativo nos pedidos, uma vez que eles saltaram para 232.000 no final de janeiro.

A ata da reunião de política monetária do Federal Reserve de 27 e 28 de janeiro, publicada na quarta-feira, mostrou que “a grande maioria dos participantes considerou que as condições do mercado de trabalho vinham mostrando alguns sinais de estabilização”. Ainda assim, permaneceram as preocupações com os riscos de desaceleração do mercado de trabalho.

A ata também mostrou que algumas autoridades “apontaram para a possibilidade de que uma queda adicional na demanda por mão de obra possa elevar drasticamente a taxa de desemprego em um ambiente de baixa contratação ou que a concentração de ganhos de empregos em alguns setores menos sensíveis ao ciclo econômico possa sinalizar uma maior vulnerabilidade no mercado de trabalho como um todo”.

Os dados sobre os pedidos de auxílio-desemprego cobriram a semana durante a qual o governo pesquisou os empregadores para o relatório de emprego de fevereiro. O crescimento do emprego acelerou em janeiro, embora quase todos os ganhos tenham vindo do setor de saúde e assistência social.

Autoridades e economistas afirmam que as políticas de imigração estão restringindo o crescimento do emprego. A incerteza persistente em relação às tarifas de importação continuou a prejudicar as contratações, enquanto a inteligência artificial também adiciona outra camada de cautela, disseram economistas.

(Reportagem de Lucia Mutikani)


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