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Padilha diz que cresce onda pró-votação da Previdência e dia D é quinta-feira

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BRASÍLIA - Após um dia de reuniões ininterruptas com dirigentes partidários e o presidente da Câmara , o ministro da Casa Civil, , e líderes do governo, apresentaram um relato otimista sobre o aumento de adesões principalmente no PSDB e no PSD, com perspectiva de fechamento de questão em vários partidos. Segundo Padilha houve um ganho de cerca de 40% nessa arrancada final e o dia D é esta quinta-feira. A estratégia do governo é começar a discussão em plenário, concluir segunda-feira e se tiver os 320 votos garantidos, votar na terça-feira. A avaliação é que marcar a data para votação irá pressionar os deputados indecisos, que já estariam sofrendo pressão “de dentro para fora”.

Nas reuniões Padilha apresentou uma pesquisa mostrando que melhora, na base dos parlamentares, o apoio a reforma da previdência. O líder Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) disse que o que vai determinar o posicionamento de uma grande faixa de indecisos é “o entendimento cristalino” das bases sobre a importância da reforma da Previdência. Citam como fundamental o trabalho da Imprensa mostrando as consequências da não aprovação da reforma.

— Acho que chegou a onda. Não sei se é a onda que precisamos. Começou a funcionar a pressão de dentro para fora. Representantes da indústria da construção civil foram na casa dos deputados nos estados, imagina! Se Temer fechar a previdência, sairá como o presidente reformista, que fez em dois anos o que não se fez nos últimos 30 anos: a reforma trabalhista, do ensino médio e gestão de empresas públicas como a Petrobras e Eletrobrás. Vamos continuar forçando as negociações hoje, amanhã e quinta-feira decidimos. Estamos numa curva ascendente e temos um ganho de cerca de 40% de adesão nos últimos 20 dias — disse Padilha.

— O fundamental é que está melhorando. O ambiente externo melhorando, melhora a adesão dos parlamentares — disse Aguinaldo Ribeiro.

Mas no jantar de confraternização na casa do presidente do Senado, Eunício Oliveira, os presentes, majoritariamente, achavam que não haverá tempo para votar ainda esse ano. O presidente Michel Temer e cerca de 10 ministros participaram do jantar na casa de Eunício. Líderes do governo argumentam que já há avaliação até que seria melhor para o governo deixar para fevereiro, porque há uma expectativa de vir um PIB de crescimento de 1% e os deputados não vão querer ficar contra um projeto que vai melhorar ainda mais a economia.

— Quinta-feira teremos uma outra reunião grande de avaliação. Se tiver próximo do número começa a discutir no plenário, segunda-feira conclui a discussão e terça-feira vota. Se não der votamos ano que vem _ disse o líder do governo na Câmara, André Moura (SE)

— Tem bastante parlamentar dizendo que terá mais facilidade em votar no ano que vem — admite Padilha.

O deputado Fernando Monteiro (PP-PE) diz que melhorou muito o apoio da previdência em suas redes sociais. Mas diz que será difícil votar esse ano.

— Se tirar a parte da aposentadoria rural eu voto tranquilo, com dano eleitoral zero. Na propaganda já saiu, mas na proposta tem uma pegadinha que atinge o trabalhador rural — diz Fernando Monteiro.

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