BRASÍLIA — O governo exige ter pelo menos 20% de participação na futura entre Embraer e Boeing para aprovar a união das duas empresas. No entanto, a gigante americana ainda trabalha para conseguir fechar um acordo com um percentual no qual ela tenha mais de 80% do negócio. Os percentuais relativos à composição acionária estão sendo discutidos em grupo de trabalho formado por representantes das companhias, dos Ministérios da Fazenda, da Defesa, do BNDES e da Aeronáutica.
A expectativa é que as partes cheguem a um acordo sobre os termos da associação entre as duas empresas nas próximas semanas. O governo brasileiro considera que a associação é vantajosa para a Embraer porque preserva empregos e eleva a competitividade da indústria nacional no comércio internacional. O ponto mais sensível do negócio, a parte militar, já está praticamente resolvido.
Fontes ligadas às discussões afirmam que já está certo que a associação entre Embraer e Boeing será restrita à área comercial (aviões de porte médio). A divisão de defesa, que desenvolve projetos militares para as Forças Armadas, principalmente Aeronáutica ficará apartada. Mas o governo brasileiro negocia uma participação desta divisão nas receitas que a associação entre as duas companhias vai gerar. Seria uma forma de manter o fluxo de caixa, explicou um técnico.
O governo brasileiro é detentor de uma golden share na Embraer - ação especial com direito de veto a algumas decisões. Por isso, os termos no negócio precisam estar alinhados entre todas as partes. Cumprida essa fase, caberá ao presidente Michel Temer bater o martelo.



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