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Governo avalia acionar térmicas mais caras para poupar nível de reservatório de hidrelétricas

RIO — O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, disse nesta segunda-feira que o governo avalia acionar as térmicas sem respeitar a ordem de menor custo da energia. Assim, diz ele, preserva-se o nível dos reservatórios das hidrelétricas, que estão muito baixos.

Atualmente, o Operador Nacional do Sistema (ONS) aciona as térmicas baseando-se na chamada ordem do mérito. Nesta privilegia-se a energia gerada pelo menor custo. Assim, como a energia gerada pelas hidrelétricas tem menor preço, as térmicas só são acionadas depois que a energia hídrica é usada. Como os reservatórios estão baixos, avalia-se usar a energia térmica, mais cara e mais poluente, antes de esgotar a energia hídrica.

— Está sendo cogitado. Já estamos alertando há algum tempo sobre essa situação. Não há risco severo de desabastecimento. Mas vai ter, como já está, impacto das tarifas para o consumidor — disse Coelho em evento da FGV no Rio.

Ele também afirmou que vai enviar para a Casa Civil proposta de texto para a modelagem da privatização da Eletrobras. Segundo ele, caberá à Casa Civil decidir se manda a proposta para o Congresso em forma de projeto de lei " de urgência urgentíssima" ou ou forma de Medida Provisória.

— A ideia é que seja o mais rápido possível — disse Coelho

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