Início Economia ‘A tendência de queda é muito clara’, avalia gerente da CNI
Economia

‘A tendência de queda é muito clara’, avalia gerente da CNI

Para Sylvia Lorena, Gerente executiva de Relações de Trabalho da Confederação Nacional da Indústria (CNI), tendência de queda do número de acidentes de trabalho já vem “há muito tempo”.

É uma tendência que já vem há muito tempo. De 2007 a 2015, sem considerar os acidentes de trajeto, houve queda de 27,9%, mesmo com o crescimento do mercado formal. Isso é fruto de trabalho conjunto, de estímulo à prevenção de acidentes ao longo do tempo juntamente com os próprios empregados. A tendência de queda é muito clara.

Não há como comprovar que é efeito da subnotificação. Se a empresa não comunica o acidente, o próprio empregado, entidade sindical ou o médico podem fazer. A subnotificação pode existir, mas não representa esse número expressivo. O próprio FAP (Fator Acidentário de Prevenção) contribui e estimula as empresas na prevenção de acidentes, pois beneficia as que tenham programas de prevenção com resultados positivos. O investimento em segurança do trabalho compensa mais para empresa do que não fazer.

A alteração em 2010 foi substancial, com regras subjetivas, de difícil execução. Não adianta ter uma norma que não se consegue aplicar. O que defendemos é que a norma seja revisitada, mais equilibrada, que garanta proteção ao trabalhador e que as obrigações impostas às empresas sejam razoáveis. A norma tornou o parque fabril que estava instalado ilegal. Queríamos que as mudanças passassem a valer somente para as máquinas novas.

Fazemos esse pedido desde que a norma entrou em vigência. Como as decisões acontecem de forma tripartite, numa comissão, elas podem ser mais dinâmicas. Já existiam mecanismos de segurança instalados: a NR-12 é de 1978. Já era seguro e queríamos que fosse mais seguro ainda. Em nenhum lugar, a norma retroagiu para máquinas antigas. (Cássia Almeida)

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?