No antigo Egito estupradores eram castrados e escravizados

Por Portal do Holanda

01/07/2021 15h08 — em Curiosidades

Arte: Liminha / Portal do Holanda

A castração humana era usada por diversas civilizações antigas como uma arma de guerra, fazendo com que jovens príncipes de reinos conquistados fossem castrados para então se tornarem escravos, apropriados para o serviço doméstico, e os únicos a terem acesso à família real e às concubinas dos reis e imperadores.

Tanto na Ásia, quanto na Grécia, Índia e China há registros dessa prática. Na Grécia, era empregada como punição criminal a quem reincidir em adultério, por exemplo.

Algumas seitas religiosas na Ásia impuseram a prática como forma de alcançar a “espiritualidade” e existem ainda algumas seitas, no sudeste deste continente, onde a prática de fabricar eunucos ainda é comum, atingindo especialmente as crianças.

Na atualidade, a mutilação de prisioneiros de guerra para formação de eunucos é considerada crime de guerra pela Convenção de Genebra, assim como a mutilação genital por imposição religiosa é condenada pela civilização e reconhecida como violação dos direitos humanos pela Organização das Nações Unidas (ONU).

EGÍPCIOS

Os eunucos no Egito antigo serviam como guardiões dos aposentos das mulheres, como empregados domésticos, burocratas, padres e cantores. Alguns alcançaram grande poder devido à sua posição, o que implicava intimidade com a realeza e os aristocratas.

Já familiarizados com os três modos cirúrgicos de realizar a castração, que eram amputação isolada do pênis, remoção do aparelho testicular e emasculação total, os egípcios já faziam as cirurgias em bebês destinados a servi-los como eunucos, sendo a remoção da genitália a técnica preferida.

Em trabalho denominado Hieroglyphica, o autor Horapollon, que viveu no século V DC, menciona a castração praticada em um homem vivo: “Se eles querem retratar um homem que comete o crime de se mutilar, eles desenham um castor: porque o animal, quando perseguido (pelos caçadores), arranca seus próprios testículos e os deixa para trás como presa”, comenta ele ao descrever um ritual de autocastração.

Outro autor, Diodorus Siculus (século I a.C,), também menciona um monumento tebano de castração: “na segunda parede, os prisioneiros derrotados pelo rei eram representados privados de suas mãos e partes sexuais, como se quisessem dizer que não foram considerados homens por sua coragem, e que permaneceram inativos no meio de perigos.”

Ainda sobre a castração, o Diodorus Siculus definia a prática como um castigo: “As leis relativas às mulheres eram muito severas. Quem foi condenado por estuprar uma mulher livre teve seus órgãos genitais removidos; porque consideravam que esse crime incluía em si três grandes males: insulto, corrupção moral e confusão dos filhos. ”

Para os egípcios, era objetivo da política de repressão atacar a parte do corpo com a qual o crime foi cometido, assegurando que o culpado “levaria até a morte uma marca indelével que deve ter impedido outros de violarem a lei, alertando sobre essa punição”.

 


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