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Mulher ganha causa na Justiça de R$ 73 milhões por ficar infértil após tomar sorvete

Mulher ganha causa na Justiça de R$ 73 milhões por ficar infértil após tomar sorvete

Uma moradora da Flórida, nos Estados Unidos, recebeu uma indenização histórica de US$ 14,1 milhões (aproximadamente R$ 73 milhões) após um grave incidente ocorrido em 2018. Brandy Buckley sofreu complicações médicas severas e ficou permanentemente infértil após consumir sorvete contaminado com pregos e fragmentos de metal.

A decisão do júri foi divulgada na última terça-feira (31/03) pelo escritório de advocacia que representa a vítima. O caso envolveu a unidade da sorveteria Bruster's Ice Cream em Palm Bay.

Brandy relatou que estava com o filho quando comprou um sorvete de noz-pecã. Ao começar a comer, ela encontrou um prego longo na massa, mas o perigo real já havia sido ingerido.

"Quando engoli, senti algo preso na garganta, mas em nenhum momento pensei que fosse um prego. Achei que fosse um pedaço da noz", revelou a americana em entrevista à emissora WESH 2.

Ao buscar ajuda hospitalar, um exame de raio-X confirmou a presença de metal em seu corpo. Os médicos realizaram uma endoscopia de emergência e localizaram dois fragmentos metálicos já alojados nos intestinos da paciente.

O que parecia ser apenas um susto evoluiu para uma tragédia pessoal. Após passar por uma cirurgia intestinal para a remoção dos objetos, Brandy desenvolveu um coágulo sanguíneo. A complicação resultou na necessidade de uma ablação, procedimento que a deixou infértil.

O laudo anexado ao processo destaca o impacto emocional da sentença: Brandy já havia perdido uma filha em 2011 e planejava aumentar a família, desejo agora impossibilitado pelo erro da empresa.

O advogado de Buckley, Scott Alpizar, classificou o valor da indenização como "justo e razoável", dada a natureza extremamente pessoal dos danos causados.

"Erros acontecem, mesmo com as marcas nacionais mais confiáveis. Ela espera que algo assim nunca mais aconteça com ninguém", afirmou a defesa em comunicado à revista People . A empresa ainda não se manifestou oficialmente sobre a decisão judicial.

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