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Academia pede que aluna se "cubra" para não incomodar homens casados

Academia pede que aluna se "cubra" para não incomodar homens casados
Divulgação Instagram

Um relato de constrangimento em uma academia de São José dos Campos, no interior de São Paulo, viralizou nas redes sociais nesta terça-feira (24). A engenheira Poliana Frigi utilizou suas plataformas digitais para denunciar uma abordagem feita por funcionários do estabelecimento, que teriam exigido que ela vestisse uma camiseta sobre o top de treino para "sua própria segurança".

Segundo Poliana, a justificativa apresentada pela funcionária foi a presença de "homens casados" no local. A aluna também teria sido questionada se a peça de roupa — apropriada para atividades físicas — seria, na verdade, um sutiã, após supostas reclamações de outros frequentadores.

Em vídeo que já ultrapassa 42 mil visualizações, a engenheira detalhou o diálogo que a deixou em choque:

"Ela me perguntou: ‘Você não teria uma camiseta para colocar, alguma coisa para cobrir? Porque tem homens casados aqui e não fica legal para você, né? Principalmente pela sua própria segurança’", relatou Poliana.

Ao questionar a gerência da unidade, a engenheira foi informada de que a abordagem havia sido autorizada pela direção. Poliana afirmou que, até o momento da publicação, não havia recebido pedidos de desculpas e criticou a postura da empresa: "Até onde homens e mulheres vão repreender outras mulheres pelo vestimento delas?".

Em nota oficial, a John Boy Academia informou que está tratando o caso com "máxima seriedade e atenção". A empresa declarou que:

  • Iniciou uma apuração interna para esclarecer os fatos.

  • Reitera o compromisso com um ambiente "respeitoso, seguro e acolhedor".

  • Reconhece o erro e afirmou estar tentando entrar em contato direto com a aluna para prestar esclarecimentos.

O episódio gerou uma onda de debates sobre o policiamento de corpos femininos em espaços públicos e privados, com internautas prestando solidariedade à engenheira.

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