Estudiosos apontam pelo menos 10 livros excluídos da Bíblia

Por Portal do Holanda

19/07/2021 11h33 — em Curiosidades

Foto: Divulgação

Muitos estudiosos contestam a quantidade de livros existentes na atualidade na Bíblia, adotada pelos que professam a religião cristã. Além dos 66 livros da atualidade, ao longo da história, uma dezena de outros textos foi excluída que, mesmo os conhecidos como apócrifos, são considerados de origem cristã.

Foi no Concílio de Treno, na Itália, que Bíblia atual foi decidida, no século 16. Nesse encontro, estudiosos determinaram a lista de livros que compõe a Bíblia sagrada, dividida entre Velho e Novo Testamento, mas os questionadores indicam textos que seriam tão sagrados e importantes quanto os escolhidos.

Um deles é o Apocalipse de Pedro que, juntamente com o Apocalipse de São João, era popular e amplamente divulgado entre os seguidores de Cristo.  Escrito em forma de diálogo entre Jesus e seus seguidores, o livro  descrevia coisas horríveis que acontecem no inferno e as maravilhas do céu. Sobre as punições para quem fosse condenado ao inferno, estava a de ser pendurado pela língua ou pelos cabelos e pés em óleo fervendo.

Também excluída foi a Epístola de Barnabé, que pode ter sido o companheiro do apóstolo Paulo ou outro com o mesmo nome. O livro foi escrito entre 70 e 130 d.C e provavelmente gerou muita polêmica porque rejeitava os ensinamentos que vieram do judaísmo.

O Evangelho da Infância de Tiago, que abordava sobre a infância de Jesus, é outro livro excluído sobre o qual há contestações. Além do nascimento e adolescência de Jesus, o livro traz detalhes sobre o genocídio de crianças por Herodes em Belém, o exílio inicial de Jesus no Egito e o crescimento do seu primo João Batista.

O livro Pastor de Hermas é considerado um dos livros mais obscuros para os leitores, por ser escrito quase todo em primeira pessoa e descrever as visões de um ex-escravo chamado Hermas, que inclui os 12 mandamentos e 10 parábolas, que falam sobre a ética cristã e a importância de ser fiel.

A Primeira Carta de Clemente é uma das duas atribuídas ao Papa Clemente de Roma, que constou em várias listas finais de importantes textos cristãos. E mesmo de 95 d.C. O livro fala dos conflitos da disputa na Igreja de Corinto.

Um dos mais conhecidos livros excluídos é o Evangelho de Tomé, redescoberto como parte da Biblioteca de Nag Hammadi em 1945. Sem indicativos de que tenha sido conhecido pelos primeiros cristão, esse evangelho traz uma coleção de ditos atribuídos a Jesus e não uma narrativa da vida dele, sem mencionar a morte e ressurreição de Jesus.

A Epístola Perdida aos Coríntios seria um dos textos atribuídos também ao apóstolo Paulo, autor da 1ª e 2ª carta aos Coríntios, considerados os pilares principais das epístolas de Paulo no Novo Testamento, mas não há comprovação, da mesma forma que a 3ª Carta dos Coríntios, que chegou a ser incluída em algumas listas iniciais de documentos sagrados, mas por volta do século 4 deixou de ser considerada válida.

Também há referências à existência de um texto denominado “Documento Q” que seria um evangelho cujas semelhanças com os de Mateus, Marcos e Lucas vinha sendo considerada desde o ano de 1.900, mas os não conseguiram comprovar sua origem.


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