Imagens de segurança revelaram que três trabalhadores escaparam por segundos da explosão que atingiu uma fábrica de explosivos em Quatro Barras (PR), no dia 12 de agosto. O acidente deixou nove mortos e sete feridos. Segundo a polícia, apenas os três funcionários que saíram do local logo após uma oração antes do início do expediente conseguiram sobreviver.
De acordo com a investigação, um dos sobreviventes saiu para buscar uma luva e foi protegido pelo vestiário, que serviu de barreira contra a onda de calor. Já duas funcionárias permaneceram atrás de uma barreira de terra e também conseguiram escapar. A tragédia ocorreu na unidade da multinacional chilena Enaex Brasil, que produz explosivos para mineração e construção civil.
A explosão destruiu estruturas da fábrica, árvores e provocou danos em cidades vizinhas, sendo ouvida a quilômetros de distância. Brigadistas da empresa e bombeiros atuaram no resgate, mas o trabalho foi dificultado pelo risco de novas detonações. O esquadrão antibombas identificou a presença de material explosivo espalhado no terreno, o que obrigou a interrupção das buscas em alguns momentos.
Segundo a Polícia Científica do Paraná, o material manipulado era o pentolite, de alto poder destrutivo. A Enaex informou que suspendeu as atividades e prometeu rever protocolos de segurança. O Exército afirmou que a última vistoria na fábrica havia sido realizada em março e não apontou irregularidades. As vítimas foram homenageadas em uma missa na paróquia São Sebastião, em Quatro Barras.

