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STF julga nesta terça denúncia que pode tornar Bolsonaro réu por tentativa de golpe de Estado

STF julga nesta terça denúncia que pode tornar Bolsonaro réu por tentativa de golpe de Estado
STF julga nesta terça denúncia que pode tornar Bolsonaro réu por tentativa de golpe de Estado

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciará nesta terça-feira (25) o julgamento da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete aliados. O grupo é acusado de tentativa de golpe de Estado em 2022. As sessões estão programadas para ocorrer até quarta-feira (26).

Segundo a PGR, os denunciados compõem o "núcleo crucial" de uma organização criminosa que teria articulado a ruptura institucional. Entre os nomes apontados estão ex-ministros do governo Bolsonaro, como Alexandre Ramagem (Abin), Anderson Torres (Justiça) e Walter Braga Netto (Casa Civil), além do ex-comandante da Marinha, Almir Garnier Santos. Todos são acusados de cinco crimes: golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Caso a Primeira Turma aceite a denúncia, Bolsonaro e os demais envolvidos se tornarão réus e responderão a uma ação penal no STF. Se a acusação for rejeitada, o processo será arquivado. O julgamento seguirá um rito estabelecido, com a leitura do relatório do ministro Alexandre de Moraes, sustentação oral da PGR e apresentação da defesa dos acusados.

Os cinco ministros que compõem a Primeira Turma irão votar em duas etapas: primeiro, analisam questões processuais, como a competência do colegiado para julgar o caso. Em seguida, deliberam sobre o mérito da denúncia, ou seja, se há elementos suficientes para abrir a ação penal.

Caso a denúncia seja aceita, o processo avançará para a fase de instrução, com coleta de provas e depoimentos de testemunhas. Ao final, o STF realizará um novo julgamento para definir a responsabilidade criminal dos acusados. Se considerados culpados, cada um receberá penas proporcionais à sua participação.

O julgamento ocorre em meio às investigações sobre a tentativa de ruptura democrática de 2022 e é visto como um marco no enfrentamento às ameaças institucionais. O desfecho poderá impactar o futuro político dos envolvidos e a agenda de responsabilização de autoridades que atentaram contra o regime democrático.

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