O presidente da Câmara Municipal de Boa Vista, Genilson Costa (Republicanos), foi libertado pela Justiça nesta sexta-feira (20) após ser preso pela Polícia Federal (PF) em operação que investiga a compra de votos com apoio do tráfico de drogas. Costa foi detido na quarta-feira (18), um dia após ser diplomado para seu sexto mandato, e passou dois dias na prisão. A decisão de soltá-lo foi tomada pela desembargadora Tânia Vasconcelos, que considerou a desnecessidade da prisão temporária após a conclusão das buscas e apreensões.
A Operação Martellus, que resultou na prisão de Costa, investigou o uso de até R$ 1 milhão para comprar votos durante as eleições municipais de 2024. Além de Costa, sua irmã e o subcomandante da Polícia Militar, coronel Francisco das Chagas Lisboa, também foram detidos. A esposa de Costa, a policial civil Natalie Guimarães, foi alvo de mandado de prisão, mas segue foragida.
Segundo a PF, o esquema de compra de votos envolvia grupos no WhatsApp, como o "Os Top 100", onde os membros recebiam entre R$ 100 e R$ 150 para votar em Costa. A operação identificou ainda despesas suspeitas, como pagamentos para remédios, combustível e até cerveja em reuniões políticas. As investigações também revelaram que Genilson Costa teria utilizado sua influência para organizar o esquema e financiar a compra de apoio eleitoral.
Além das investigações da PF, o Ministério Público Eleitoral de Roraima (MPE-RR) entrou com um pedido de cassação do mandato de Costa, alegando que o vereador utilizou recursos não declarados para se reeleger. A PF já havia registrado outros crimes eleitorais no período da campanha, incluindo lavagem de dinheiro e corrupção eleitoral.

