A quadrilha, segundo o delegado Felipe Curi, titular da 54ª DP, envolveria ex-candidatos a deputado federal e a vereador, um advogado, um contador, um despachante, um sargento do Exército, o assessor de gabinete da prefeitura de Belford Roxo, empresários e "lobistas" políticos com atuação na Baixada Fluminense. Ainda conforme Curi, o golpe causou em menos de dois anos um prejuízo de mais de R$ 37 milhões a bancos, pessoas físicas e jurídicas.
O golpe consistia basicamente na tentativa de atrair pequenos empresários interessados em fechar negócios com o poder público. Eles convenciam os empresários a aumentar o capital de suas empresas através de empréstimos no sistema bancário. Como não conseguiam honrar os compromissos, os donos das pequenas empresas acabavam aceitando se associar a laranjas da quadrilha. Com o capital obtido graças aos empréstimos, o grupo criminoso formava uma espécie de pirâmide para atrair novas vítimas, conforme os policiais.
A investigação durou sete meses e os presos responderão por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, estelionato e falsidade ideológica.


