A PEC que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais com dois dias de descanso chega à reta final de tramitação na Câmara dos Deputados ainda sem relatório concluído. A análise em plenário está marcada para quinta-feira (28), mas persistem dúvidas sobre como será feita a transição.
Lula prometeu se reunir nesta segunda-feira (25) com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para negociar a aprovação da PEC. O governo defende a aplicação imediata da nova jornada, enquanto parte dos parlamentares pressiona por uma redução gradual até 2028. Há também uma emenda alternativa, apoiada por mais de 170 deputados, que abre espaço para acordos individuais de até 52 horas semanais e prevê incentivos fiscais às empresas.
O relator, deputado Leo Prates, deve apresentar seu parecer nesta segunda-feira (25). A expectativa é que o texto seja votado na comissão especial até quarta-feira (27), antes de seguir ao plenário. Se aprovado, o projeto ainda precisará passar pelo Senado.
A proposta pode impactar diretamente cerca de 16 milhões de trabalhadores, sobretudo em setores como comércio, serviços e saúde, onde a escala 6×1 é predominante. Para especialistas, a mudança representa um marco nas relações trabalhistas, mas levanta dúvidas sobre custos para empresas e adaptação de setores essenciais.



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