A Polícia Federal aponta que integrantes da própria corporação teriam atuado de forma clandestina em favor de interesses ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo a investigação, o grupo conhecido como “A Turma” seria responsável por ações de intimidação, obtenção de informações sigilosas e monitoramento de adversários do empresário.
De acordo com a decisão citada pela PF, o núcleo seria formado por policiais em atividade, aposentados e uma delegada, que teriam acesso a sistemas internos e informações restritas para repasse de dados confidenciais. As apurações indicam ainda que o grupo atuava com práticas de coação e levantamentos ilegais de informações em benefício da organização investigada.
A investigação também menciona a existência de outro braço da estrutura, chamado “Os Meninos”, que teria perfil tecnológico e seria voltado a ataques cibernéticos, invasões de sistemas e monitoramento ilegal de comunicações. Os dois grupos, segundo os investigadores, fariam parte de uma rede paralela de atuação criminosa vinculada a interesses financeiros e estratégicos.
A 6ª fase da Operação Compliance Zero foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, e resultou em mandados de prisão e busca e apreensão em diferentes estados. Entre os alvos está o pai do banqueiro, Henrique Vorcaro, além de policiais e outros investigados apontados como integrantes dos dois núcleos.
Em nota, a defesa de Henrique Vorcaro afirmou que a decisão se baseia em fatos que ainda não teriam comprovação suficiente nos autos e contestou a legalidade das acusações. A Polícia Federal segue com as investigações para apurar a extensão da suposta rede de atuação clandestina e o envolvimento de cada um dos investigados.




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