O ministro Alexandre de Moraes acusou André Mendonça de agir com “seletividade” na divulgação das informações do caso Banco Master e pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, acesso ao conjunto dos documentos relacionados à investigação.
A manifestação ocorre após Mendonça retirar o sigilo da Petição 15.556 e de outros 14 procedimentos ligados ao caso, atendendo a uma solicitação de Fachin. A medida, porém, não alcançou todos os processos: documentos cujo sigilo foi considerado necessário para o andamento das diligências continuam protegidos.
A decisão foi tomada às vésperas da sessão extraordinária marcada para terça-feira (15), quando o plenário do STF deverá analisar o relatório da Polícia Federal que aponta a existência de conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O Supremo também deverá avaliar um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) relacionado à validade desse material.
A divulgação dos documentos ampliou o conflito entre os ministros. Moraes havia pedido que Mendonça fosse investigado, enquanto Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. As decisões foram posteriormente suspensas por Fachin.
Fachin também determinou que qualquer nova medida envolvendo investigação de integrantes do Supremo passe previamente pela Presidência da Corte. Até a sessão de terça-feira, estão suspensos os procedimentos relacionados à apuração envolvendo ministros do STF.
O caso ganhou ainda mais repercussão porque as investigações do Banco Master também atingem outras figuras políticas. Flávio Bolsonaro, por exemplo, é investigado pela PF em um procedimento relacionado ao financiamento do filme “Dark Horse”, enquanto outras apurações envolvem possíveis desvios de recursos públicos.




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