Veja também: Ibirapuera vai abrir 24h no fim de semana Segurança não é empecilho para manter o Parque do Ibirapuera aberto 24 horas
O próprio conselho gestor do parque, que conta com membros da sociedade civil, além de uma parcela de representantes indicados pelo governo municipal, afirmou que protocolará ainda nesta segunda-feira, 02, uma representação na Promotoria de Habitação e Urbanismo contra a medida.
O entorno do Parque do Ibirapuera é composto por bairros ricos, como o Jardim Lusitânia, a Vila Nova Conceição e a Vila Mariana. Atualmente, o parque já é visitado por cerca de 300 mil pessoas de todas as regiões da cidade aos finais de semana. A área verde abre, hoje em dia, das 5h à meia-noite.
Um dos membros do conselho, Otávio Villares de Freitas, que também preside a Associação de Moradores e Amigos do Jardim Lusitânia, que fica ao lado do Ibirapuera, afirma que a decisão de Haddad é "populista". "Já estou articulando com outras associações de bairro e inclusive o Movimento Defenda São Paulo. Tem uma coisa que a gente não admite, em absoluto, que é autoritarismo."
Para Freitas, há outras prioridades para o parque, como a questão de o Autorama ficar aberto após a meia-noite. "Lá tem tráfico de drogas e prostituição infantil. É um absurdo aquilo, fora a barulheira de madrugada. Outra coisa é que o mercado de ambulantes não é regularizado no Ibirapuera."
De acordo com ele, o conselho gestor do parque, que tem 18 integrantes, é deliberativo. Mas o entendimento de alguns funcionários da Prefeitura é de que ele é só consultivo. Freitas sustenta, no entanto, que o conselho tem as duas funções. "O doutor Fernando Haddad vai cair do cavalo se ele entrar nessa briga."
A ideia da Prefeitura é que a segurança do parque seja feita por policiais militares da Operação Delegada ou por agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM). Até 2016, a gestão Haddad espera ter 32 equipamentos, entre parques e clubes, abertos ininterruptamente aos sábados e domingos.

