O Ministério da Saúde avisou nesta quinta-feira (28), que os estados sigam a diretriz de aplicar a segunda dose da vacina no grupo prioritário entre duas semanas e um mês, no máximo, conforme foi estabelecido no Plano de Imunização Nacional.
Segundo a pasta, não nenhuma evidência científica de que se esse prazo for excedido, a vacina ainda tenha eficácia necessária para quem a recebe. A ordem é para que os estados distribuam apenas a metade do lote recebido entre o grupo prioritário para que o mesmo possa ter a segunda dose garantida.
O posicionamento veio depois que o estado de São Paulo apresentou um pedido ao Governo Federal solicitando autorização para usar todas as doses que possui na primeira etapa para garantir que mais profissionais da saúde sejam imunizados. O comitê de especialistas do estado quer ainda que o prazo para que a segunda dose seja administrada no grupo seja estendido, pois afirmam que isso não alteraria a eficácia da vacina.
O problema é que o recebimento de novas doses ainda é incerto, uma vez que faltam insumos para produção de vacinas no país. Além disso, o Governo afirma que não provas de que a eficácia do imunizante não será comprometida:
"É importante ressaltar que as recomendações têm como base os estudos clínicos da fase 3 do imunizante, que indicam que o intervalo entre a primeira e a segunda dose deve ser de duas a quatro semanas. Não há, até o momento, evidências científicas de que a ampliação desse intervalo irá oferecer a proteção necessária à população", diz o Ministério em nota enviada a Globo.
Apesar de ainda não ter respondido diretamente à solicitação do Governo de São Paulo, a ordem é para que os estados continuem seguindo o protocolo do Ministério da Saúde e reserve as vacinas para a aplicação da segunda dose.

