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Meirelles admite disputar Presidência contra Temer, mas diz que estratégia vencedora seria ter candidato único do governo

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RIO - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, admitiu nesta sexta-feira disputar a Presidência da República numa eleição com o presidente Michel Temer, mas disse que uma estratégia vencedora seria ter um candidato único do governo, que pudesse defender o legado das reformas. Ao participar de uma entrevista na rádio Jovem Pan, reiterou que só tomará a decisão sobre sua candidatura no dia 7 de abril, daqui a pouco mais de um mês e que a participação de Temer será um dos fatores na sua decisão.

Quando questionado sobre seu trabalho no grupo J&F, Meirelles destacou que durante seu trabalho no banco Original, que é parte do grupo, não participava da gestão e que “sua trajetória profissional não dá margem a nenhum tipo de dúvida”.

— Como já mencionei, é um direito legítimo de todos ser candidato. Em tese, seria uma possibilidade. Mas objetivamente uma estratégia vencedora seria ter um candidato de governo, defendendo o legado das reformas. Uma coisa é ser possível, é ser possível. Mas a defesa do prosseguimento dessas reformas será melhor efetivada se existir um só candidato defendendo essas reformas, um candidato reformista. A estratégia será a estratégia de ter uma candidatura defendendo o governo, mas ainda não está decidido — disse.

O ministro da Fazenda foi questionado se, durante a campanha presidencial, uma questão em debate poderia ser tanto seu trabalho no grupo J&F quanto sua participação no governo do Partido dos Trabalhadores (PT), durante os oito anos em que foi presidente do Banco Central. Sobre a questão do J&F, Meirelles destacou que seu trabalho foi de orientação para a implantação do Banco Original, o primeiro banco exclusivamente digital do mundo, e que este foi um trabalho específico:

— Foi um trabalho específico e bem sucedido. Não tinha conhecimento nem participava da gestão do grupo, não era parte das minhas atividades.

Sobre a participação no governo PT, ele afirmou que aceitou o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na época com a promessa de “absoluta independência” na gestão do banco, que foi “absolutamente exercida”. Além disso, apontou que a missão da política econômica nos dois momentos foi a mesma.

— De fato, tendo trabalhado com o presidente Lula, tenho a dizer que missão de política econômica da época em que estava no Banco Central e hoje é a mesma. (...) Meu acordo à época, com o presidente Lula, foi de absoluta independência na gestão do banco, que eu exerci e foi absolutamente exercida.

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