Lula e Marinho defendem fim da escala 6x1 e ações mais duras contra feminicídio e pedofilia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, reforçaram nesta quinta-feira (4) a necessidade de acabar com a escala 6x1 de trabalho e de ampliar a proteção aos trabalhadores. Lula pediu ao Conselhão que avance na proposta de reduzir a jornada semanal e afirmou que o modelo atual não faz sentido diante dos avanços tecnológicos. Marinho, na Conferência Nacional do Trabalho em São Paulo, defendeu que o tema seja encarado com prioridade e debatido entre governo, sindicatos e empregadores.
Lula destacou que a produtividade aumentou nas últimas décadas, enquanto as condições de trabalho não acompanharam essa evolução. Ele criticou a manutenção da carga de 44 horas semanais e insistiu que o país pode adotar jornadas menores, como já ocorre em outras nações. Marinho também pediu soluções para fortalecer financeiramente os sindicatos, afirmando que eles só conseguem representar bem os trabalhadores se tiverem condições adequadas de atuação.
O presidente ainda cobrou do Conselhão propostas mais firmes para combater o feminicídio e crimes como pedofilia, citando casos recentes de violência contra mulheres no país. Ele afirmou que é preciso tratar esses crimes com mais rigor e repensar políticas de proteção, reforçando que a sociedade não pode naturalizar esse tipo de violência. Marinho, por sua vez, destacou que debates sobre igualdade e violência de gênero devem avançar dentro das empresas e dos espaços de trabalho.
Ambos também comentaram as transformações no mercado de trabalho, impulsionadas pela inteligência artificial, e defenderam investimentos em qualificação profissional. Lula voltou a criticar a rigidez fiscal que limita investimentos públicos e defendeu maior autonomia para políticas sociais, ambientais e econômicas, enquanto Marinho apresentou dados sobre desemprego, desigualdade salarial e desafios da informalidade no estado de São Paulo.
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