BRASÍLIA — A ministra dos Direitos Humanos, , se desfiliou, na manhã desta quinta-feira, do. Com isso, ela ficará no governo. Segundo assessores do Palácio do Planalto, a ministra só sai se quiser.
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— Ela fica. Se pedir para sair é por conta dela — disse um aliado do presidente Michel Temer.
A permanência de Luislinda no cargo , que chegou a ser cobrado pelos tucanos a demiti-la do cargo, diante da insistência da ministra em ficar na pasta. Ela já havia informado a dirigentes tucanos que estava disposta a se desligar para permanecer no cargo.
Luislinda causou polêmica por, além de pedir para furar o teto salarial se dizendo vítima de "trabalho escravo", .
Primeiro, ela encaminhou ao governo um pedido para acumular o seu salário de ministra com o de desembargadora aposentada, o que lhe garantiria um rendimento bruto de R$ 61,4 mil. Ele reclamou que, por causa do teto constitucional, só pode ficar com R$ 33,7 mil, equivalente ao salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). No documento, a ministra afirmou que “sem sombra de dúvidas” essa situação se assemelha ao trabalho escravo.A ministra também solicitou acúmulo de remunerações retroativamente, desde julho de 2016, quando tornou-se secretária de Igualdade Racial, até fevereiro deste ano, quando passou a ser ministra. Como secretária, Luislinda ganhava cerca de R$ 15 mil. Pelos trabalhos de ministra, R$ 30.934,70. Ela é desembargadora aposentada e receberia mensalmente R$ 30.471,10.
Se atendesse ao requerimento, o governo teria de desembolsar, para a ministra, um supersalário de R$ 304.307,00 de retroativos. No período em que foi secretária, de julho do ano passado a fevereiro deste ano, o pagamento retroativo seria de R$ 82.397. Já à frente dos Direitos Humanos, de fevereiro até outubro — quando formalizou o pedido —, os ganhos retroativos seriam de R$ 221.640.

