BRASÍLIA - O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (), evitou comentários sobre da no Rio de Janeiro. Segundo procuradores do Ministério Público Federal () no estado, decisões de Gilmar libertando investigados da Operação devem ser revisto. Eles dize que esses recursos deveriam ter ido para a relatoria de outro ministro do STF: , que já negou habeas corpus aos deputados estaduais , do PMDB. Questionado sobre isso, Gilmar primeiramente não quis falar. Depois se limitou a dizer:
— Isso vai ser discutido.
Os integrantes da força-tarefa contestam a prerrogativa de Gilmar para julgar monocraticamente - ou seja, sozinho - fatos relacionados à Operação Cadeia Velha. Eles afirmam que as decisões dadas por ele na última sexta-feira libertando os empresários do setor de ônibus do Rio Jacob Barata Filho e Lélis Teixeira precisam ser revistas. Foi a terceira vez que Gilmar libertou Barata. Uma equipe da Procuradoria-Geral da República (PGR) analisava o caso. A procuradora-geral, Raquel Dodge, deve decidir nesta segunda-feira se questiona ou não a decisão de Gilmar.
O pedido feito pela defesa dos empresários dizia respeito à prisão decretada pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio, comandada pelo juiz Marcelo Bretas, na Operação Ponto Final. Porém, Gilmar reviu ainda decisão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), onde tramita a Cadeia Velha, que também decretou a prisão preventiva de Barata e Teixeira. O ministro decidiu que, embora não sejam idênticas, as investigações têm semelhanças. E afirmou que a decisão do TRF-2 foi uma maneira de “contornar a decisão do STF” de conceder habeas corpus a Barata e Teixeira.

