Partidos governistas PT, PSB e PSOL protocolaram nesta quinta-feira (7) um pedido para suspender por seis meses os mandatos de cinco deputados do PL que participaram da ocupação da Mesa Diretora da Câmara, em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. O ato, que começou na terça (5) e durou até a noite de quarta-feira (6), impediu o funcionamento das sessões legislativas.
Vídeo mostra deputado impedindo Hugo Motta de sentar na cadeira da Presidência
A ação dos parlamentares bolsonaristas provocou atraso nas votações e forçou negociações para a retomada dos trabalhos na Casa. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), precisou negociar diretamente com os deputados para reassumir o comando da sessão. No Senado, situação semelhante ocorreu, com senadores oposicionistas resistindo a deixar a Mesa Diretora.
Os pedidos de suspensão têm como base o Regimento Interno da Câmara e o Código de Ética e Decoro Parlamentar. Os governistas afirmam que a ocupação foi uma ação premeditada e coordenada para obstruir o funcionamento do Poder Legislativo, utilizando força física, correntes e outros meios simbólicos, o que configuraria motim e afronta à hierarquia institucional.
Foram citados nas petições os deputados Júlia Zanatta (PL-SC), Marcel van Hattem (Novo-RS), Marcos Pollon (PL-MS), Paulo Bilynskyj (PL-SP) e Zé Trovão (PL-SC). Os documentos são assinados por líderes dos partidos PT, PSB e PSOL, que alertam para o risco de precedentes perigosos no Estado Democrático de Direito caso essas práticas não sejam punidas.



