A polícia investiga a morte de duas pessoas e a internação de outras sete por suspeita de intoxicação na cidade de Betim, em Minas Gerais. Uma das hipóteses levantadas é que um uísque artesanal adulterado possa ter relação com os casos.
Segundo a Secretaria de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), um grupo de especialistas faz análises de exames e amostras colhidas dos pacientes para saber se, de fato, há uma ligação entre os casos.
Isso porque algumas vítimas relataram que consumiram a bebida, outras, porém, confessaram ter usado drogas.
O primeiro paciente morreu no dia 12 de dezembro no Hospital Regional de Betim. O boletim médico dele aponta sintomas de intoxicação.
O segundo morreu no dia 13. Outras duas pessoas foram internadas na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Teresópolis com o mesmo quadro e há mais duas no Centro de Terapia Intensiva (CTI) de outros dois hospitais.
Se confirmado, este é o segundo caso de intoxicação por bebida registrado em Minas Gerais. Em 2020, dez pessoas morreram intoxicadas após consumirem a cerveja Backer contaminada.
Ao final das investigações, a polícia descobriu que teria contaminado propositalmente lotes da bebida com dietilenoglicol.

