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Diretor do Butantan diz que lei permite uso da Coronavac sem aval da Anvisa

Uma brecha

Diretor do Butantan diz que lei permite uso da Coronavac sem aval da Anvisa
Dimas explica brecha na lei - Foto: Divulgação
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Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan disse em entrevista a um programa de rádio nesta terça-feira (8), há uma brecha na legislação que permite usar a vacina Coronavac mesmo que a Anvisa ainda não tenha aprovado o imunizante:

“Existem mecanismos para isso. Obviamente, que o rito habitual é o que desejamos. Esperamos que a Anvisa mostre a sua independência, a sua agilidade, analise rapidamente esses dados e nos ajude”, disse.

Covas explicou que essa possibilidade existe porque a lei trata da incorporação de insumos, aparelhos e medicamentos que tenham registro no país de origem: “Isso foi feito com respiradores, foi feito com outros equipamentos, e isso também pode ser feito com a vacina”.  A lei 13.979 foi aprovada no Congresso Nacional em fevereiro deste ano e especifica no inciso VIII: “Autorização excepcional e temporária para a importação e distribuição de quaisquer materiais, medicamentos, equipamentos e insumos da área de saúde sujeitos à vigilância sanitária sem registro da Anvisa considerados essenciais para auxiliar no combate à pandemia do coronavírus”.

A lei também afirma que essa autorização provisória pode ser concedida caso o medicamento ou vacina já tenha sido aprovado por pelo menos um desses órgãos: FDA (EUA), EMA (União Europeia), PMDA (Japão) ou NMPA (China). Por isso, o intuito do Butantan é que a Coronavac seja aprovada de imediato na China.

Dimas confirmou ainda que a vacina pode iniciar em São Paulo a partir do dia 25 de janeiro e criticou a demora da Anvisa em aprovar a vacina: "Não podemos ficar submetidos a procedimentos burocráticos. Estamos tratando de vidas humanas. Existe uma urgência nacional”.

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