O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participou nesta quarta-feira (24) de uma audiência pública na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados para tratar do plano safra e das medidas de socorro ao Rio Grande do Sul. Durante a sessão, o parlamentar foi alvo de provocações e apelidado de “Taxad” pelo deputado Delegado Caveira (PL-PA), em referência a aumentos de impostos. Haddad respondeu de forma bem-humorada, afirmando que o apelido poderia ser usado à vontade, desde que para tratar da taxação de bancos, super-ricos e apostas.
O ministro aproveitou a ocasião para criticar a gestão anterior, ressaltando que a maior amplitude da carga tributária ocorreu no governo Bolsonaro, quando não houve revisão do Imposto de Renda. Haddad ainda responsabilizou o deputado pela omissão durante a pandemia da Covid-19, que resultou em mais de 700 mil mortes, e pelo aumento do déficit fiscal no período.
A deputada Julia Zanatta (PL-SC) também participou da audiência e acusou Haddad de priorizar aumentos de impostos. Em resposta, o ministro pediu que questões pessoais, como seu casamento, não fossem envolvidas no debate. A audiência contou com ampla participação da oposição e teve pouca presença da base aliada, inclusive do PT.
O clima tenso da sessão reforçou a polarização entre governo e oposição, com troca de provocações e críticas à gestão fiscal e ao histórico do ministro. Haddad manteve o tom firme ao defender medidas do atual governo e rebater acusações, destacando os desafios fiscais e sociais enfrentados pelo país.



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