A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) divulgou um alerta sobre o risco de problemas cardíacos em pacientes com dengue grave. Um estudo recente revela que 48% dos pacientes desenvolvem miocardite, que é uma inflamação no músculo do coração.
Na última quarta-feira (20), 16.494 casos graves da doença foram registrados no Brasil, número superior comparado ao mesmo período no ano passado.
Em 2022, um estudo sobre dengue, Zika, Chikungunya e febre amarela publicado no Departamento de Insuficiência Cardíaca da Sociedade Brasileira de Cardiologia (DIC-SBC) também apontou que a dengue é a que mais compromete o sistema cardiovascular.
O cardiologista Denilson Albuquerque, da Rede D'Or e professor titular de cardiologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), informou ao O Globo que pacientes com tipo grave de dengue que desenvolvem problemas cardíacos acabam sofrendo miocardite, que é uma inflamação com dor no peito, falta de ar, cansaço excessivo, tontura e batimento cardíaco irregular.
A miocardite pode ser tratada com medicamentos e repouso.

