Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro devem entrar com um novo pedido de prisão domiciliar nos próximos dias no Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo é reverter a decisão que mantém o ex-chefe do Executivo preso preventivamente na sede da Polícia Federal, em Brasília, desde 22 de novembro.
Segundo a defesa, o pedido será fundamentado em questões médicas e na alegação de que não houve intenção de fuga quando a tornozeleira eletrônica foi danificada. A defesa afirma que o episódio teria sido provocado por efeitos colaterais de novos medicamentos incluídos no tratamento de Bolsonaro.
Os advogados também devem citar precedentes, como o caso do ex-presidente Fernando Collor, que permaneceu com a tornozeleira desligada por mais de 36 horas sem ter a prisão domiciliar revogada.
O ministro Alexandre de Moraes já havia negado pedidos anteriores de prisão domiciliar, mas a defesa pretende apresentar novos elementos médicos e jurídicos para reforçar a necessidade de que ele necessita de cuidados especiais fora do ambiente prisional.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por envolvimento na trama golpista de 2022 e aguarda definição sobre uma possível transferência para o presídio da Papuda.

