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PM foi imobilizada por trás e morta a tiros por tenente‑coronel, apontam laudos

PM foi imobilizada por trás e morta a tiros por tenente‑coronel, apontam laudos
Foto: Reprodução/Instagram

A policial militar Gisele Alves Santana foi imobilizada por trás e baleada pelo marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, segundo decisão da Justiça Militar de São Paulo. O caso, inicialmente registrado como suicídio, passou a ser investigado como feminicídio, violência doméstica e fraude processual, após perícia detalhar que manchas de sangue estavam espalhadas por diversos cômodos do apartamento onde o casal morava.

De acordo com o laudo necroscópico e a investigação da Polícia Civil, Gisele foi segurada pelo rosto e baleada na têmpora direita com uma pistola Glock calibre .40, de propriedade do oficial. O tiro seguiu trajetória ascendente e da direita para a esquerda, indicando que a vítima não poderia ter se suicidado. O laudo de reprodução simulada concluiu que o disparo ocorreu pelas costas e de forma inesperada, tornando impossível qualquer reação da policial.

A perícia também apontou que o corpo de Gisele foi movimentado e a arma colocada em sua mão para simular suicídio. O investigado teria retardado o acionamento do socorro e feito ligações a terceiros antes de chamar a polícia, configurando manipulação da cena do crime. A reconstrução tridimensional do ambiente reforçou que a narrativa do acusado não condiz com os registros fotográficos do local.

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Colegas da vítima relataram comportamento ciumento e controlador do tenente-coronel, que incluía visitas ao trabalho da esposa sem atribuição funcional. Mensagens extraídas do celular de Geraldo revelaram ofensas, humilhações e ameaças, incluindo episódios de agressão física ocorridos dias antes do crime. Em defesa, o advogado do tenente-coronel contestou a prisão, alegando falta de competência da Justiça Militar para medidas invasivas.

Geraldo Leite Rosa Neto foi detido e encaminhado ao presídio militar Romão Gomes, na capital paulista. Gisele Alves foi socorrida em estado grave ao Hospital das Clínicas, onde a morte foi constatada no mesmo dia, 18 de fevereiro de 2026. A mãe da vítima descreveu o relacionamento da filha como “extremamente conturbado” e abusivo, com restrições sobre aparência e tarefas domésticas, reforçando o contexto de violência doméstica.

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