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PF realiza operação integrada em SP e outros 14 Estados contra o tráfico de drogas e de armas

As Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCO) deflagraram nesta quarta-feira, 18, a Operação Integrada I contra o tráfico de drogas e de armas, a atuação de facções criminosas e a lavagem de dinheiro.

A ação é realizada simultaneamente em 15 Estados. Em São Paulo, a unidade de Campinas deflagrou a Operação Dry Fall, contra o tráfico de drogas, o tráfico de armas e crimes violentos.

Devem ser cumpridos 37 mandados de prisão temporária e 35 de busca e apreensão em 13 cidades paulistas, incluindo Santo André, São Bernardo do Campo e São Paulo. Também haverá o cumprimento de medidas em Foz do Iguaçu (PR), João Monlevade (MG) e Londrina (PR).

A Polícia Federal informou que o grupo investigado tem vínculos com a facção criminosa Comando Vermelho, envolvida com o tráfico de drogas e crimes violentos associados à disputa territorial no interior paulista.

De acordo com as investigações, os criminosos movimentavam grandes carregamentos de haxixe de alto teor de tetrahidrocanabinol (THC), além de operarem um esquema de tráfico de armas, com logística interestadual e uso de empresas de fachada para a ocultação de valores ilícitos.

Foi determinado o bloqueio de aproximadamente 150 contas bancárias, com valores que podem chegar a R$ 70 milhões, além do sequestro de bens e a suspensão das atividades de 20 negócios de fachada utilizados para lavagem de dinheiro.

Em São Paulo, a ação conta com a participação de cerca de 120 policiais federais e 250 policiais militares.

Operação em todo o País

As FICCOs são uma estrutura de cooperação criada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em parceria com órgãos estaduais e federais de segurança, que reúne agentes das polícias Civil, Militar, Federal, Rodoviária Federal, Penal Federal e outras forças especializadas locais. A coordenação é da PF, sem hierarquia entre as instituições participantes.

Ao todo, a Operação Integrada I cumpre 181 mandados de busca e apreensão e 112 de prisão.

Em Pernambuco, os alvos são investigados por envolvimento com tráfico de drogas e armas, roubos de cargas e lavagem de dinheiro, com atuação em todo o Sertão do Estado. No Maranhão, a ação é contra um grupo especializado no tráfico de cocaína e crack e resultou no bloqueio financeiro de R$ 297 milhões, além do sequestro de imóveis, veículos de luxo, maquinário pesado e arma de fogo.

No Rio Grande do Sul, o foco é uma organização criminosa envolvida com o tráfico de drogas na Serra Gaúcha e no Vale do Rio dos Sinos. Na Bahia, os mandados estão relacionados com investigações sobre tráfico de drogas e organizações criminosas.

No Espírito Santo, a ação é voltada à desarticulação de um grupo investigado por desvio e revenda de entorpecentes apreendidos. No Amazonas, as investigações têm como alvo uma organização criminosa dedicada ao tráfico de drogas por meio do Terminal de Cargas do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus.

Em Alagoas, a apuração envolve traficantes de drogas que utilizam uma pizzaria de fachada para ocultar atividades ilícitas. Em Goiás, as ações são voltadas a um grupo envolvido com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

No Pará, a ação tem pelo menos três frentes, sendo uma delas contra integrantes do CV no Estado. Em Sergipe, o foco é o combate ao tráfico de armas de fogo e munições.

No Amapá, a investigação apura a subtração de um equipamento de informática de um assessor de um senador do Estado. O nome do parlamentar não foi divulgado pela PF. No Paraná, o objetivo é desarticular uma organização criminosa com vínculos operacionais com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Em Minas Gerais, o foco é a captura de foragidos por envolvimento com o tráfico de drogas. No Ceará, o objetivo também é a detenção de autores de crimes violentos.

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