BRASÍLIA - A decidiu por fazer uma sessão secreta para ouvir o diretor-jurídico do grupo empresarial, . A reunião será feita de forma reservada a pedido do depoente, que além de advogado é delator. Houve um debate antes da decisão porque alguns parlamentares insistiam que como fez colaboração premiada o depoimento deveria ser aberto.
— Delator abre mão do silêncio. Tem que falar aberto — defendeu Paulo Pimenta (PT-RS).
O advogado Ticiano Figueiredo, que defende Francisco, argumentou que o pedido para um depoimento reservado ocorre porque há procedimentos sigilosos decorrentes da colaboração. Destacou ainda que a própria CPI já fechou sessões para ouvir o advogado Willer Thomaz e o procurador Ângelo Goular Villela.
— Não é questão de se omitir e se negar a depor. Vai depor. O que pede, além do tratamento isonômico com o Willer Thomaz e com o Ângelo, é que ele fique livre para depor sobre as questões sigilosas. Que se permita sessão sigilosa para que possa colaborar — disse Ticiano.
Após o debate entre os parlamentares, optou-se por realizar a sessão fechada.

