O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, causou um alvoroço na CPI dos Atos Golpistas ao se recusar a responder qualquer pergunta dos membros da comissão durante mais de sete horas nessa quarta-feira (12).
Mauro Cid invocou o direito de silêncio e ignorou completamente os questionamentos feitos no decorrer do depoimento, mesmo as perguntas mais simples como informações pessoais. A atitude irritou os parlamentares, que decidiram apresentar uma representação à Justiça Federal do Distrito Federal nesta quinta-feira (13).
O documento alega que Cid abusou do direito ao silêncio e se recusou a responder outras questões da qual ele tinha conhecimento e que não poderiam incriminá-lo. À estas, ele era obrigado a responder.
A Comissão alega que o caso configura o crime de impedir ou tentar impedir o funcionamento adequado da CPI ou o livre exercício das atribuições de seus membros.
Mauro Cid foi convocado para depor após a Polícia Federal encontrar em seu celular mensagens sobre atos golpistas. No conteúdo, ele e o coronel do exército Lawand Júnior discutem a possibilidade de uma intervenção militar contra o pelotão do presidente Lula.
Além disso, ele responde também por suspeita de falsificar cartões de vacina da covid-19, incluindo os do ex-presidente Jair Bolsonaro e da filha dele. Cid também é investigado no caso das joias sauditas enviadas a Bolsonaro.

