Após quatro meses sem cobranças extras, a conta de luz terá um aumento em maio. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, nesta sexta-feira (24), o acionamento da bandeira tarifária amarela, o que representa uma taxa adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
A decisão interrompe a sequência da bandeira verde, que vigorava desde janeiro devido às chuvas favoráveis. A mudança ocorre pela transição para o período seco, que reduz o nível dos reservatórios das hidrelétricas e obriga o acionamento de usinas termelétricas, cujo custo de produção é mais elevado.
As bandeiras tarifárias sinalizam mensalmente o custo real da geração de energia no Brasil. Quando as condições são favoráveis, aplica-se a cor verde (sem custo); quando há escassez, as taxas variam conforme a gravidade:
Bandeira Amarela: Condições menos favoráveis. Acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh.
Bandeira Vermelha (Patamar 1): Custos mais altos. Acréscimo de R$ 4,46 a cada 100 kWh.
Bandeira Vermelha (Patamar 2): Condições críticas. Acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 kWh.
A reavaliação é feita mensalmente pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que define a estratégia de geração para atender a demanda nacional. Com a chegada da bandeira amarela em maio, o impacto será sentido por todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).



