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Confrontos entre polícia e MST deixam 42 feridos em Brasília

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afp.com / BETO BARATA

Violentos confrontos entre a polícia e cerca de 15.000 manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que faziam um ato nesta quarta-feira, em Brasília, deixaram ao menos 30 policiais e 12 camponeses feridos.

Dos 30 policiais feridos, oito estão gravemente machucados "após terem sido atingidos por pedras, pedaços de madeira e barras de ferro", explicou a polícia em comunicado.

Doze manifestantes também foram feridos pela polícia, que disparou balas de borracha e gás lacrimogêneo para dispersar os integrantes que tentavam derrubar as barreiras de proteção em frente ao Palácio do Planalto.

Os manifestantes participavam de uma marcha organizada pelo MST para pedir rapidez na reforma agrária. O ato teria começado de forma pacífica e foi acompanhado por cerca de 600 policiais.

"Nós queríamos fazer um ato em frente à presidência. Montamos barracas iguais as que temos em nosso acampamento. Quando a polícia nos viu tirando as coisas do ônibus, nos atacou com gás lacrimogêneo e outras coisas", afirmou o porta-voz dos manifestantes.

A presidente Dilma Rousseff não estava no palácio no momento dos confrontos. Em seguida, os manifestantes se dirigiram ao Congresso Nacional, a poucos metros dali.

O Supremo Tribunal Federal (STF) - que fica do lado oposto ao Planalto - teve a sessão suspensa por uma hora por causa do grande número de manifestantes.

"Não houve tentativa de invasão do prédio do Supremo, mas por causa do grande número de pessoas a segurança recomendou suspender a sessão", disse um funcionário do STF à AFP.

O MST, que completa 30 anos de existência esta semana, organiza um congresso em Brasília e critica a "paralisação" da reforma agrária no país. O último encontro organizado pelo movimento aconteceu em 2007.

Um pouco antes, cerca de 700 crianças do MST ocuparam a entrada do ministério da Educação para pedir mais escolas nas zonas rurais.

 

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