A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) condenou, nesta quarta-feira, os atos de violência que causaram a morte do cinegrafista Santiago Andrade, no Rio de Janeiro.
Por meio de nota, a Comissão Especial para a Liberdade de Expressão da CIDH manifestou sua "preocupação" e pediu às autoridades brasileiras "a realização de investigações rápidas que possam esclarecer os motivos da agressão e identificar e punir de forma adequada os responsáveis".
Na última quinta-feira, o cinegrafista Santiago Andrade, da rede de televisão Bandeirantes, cobria a manifestação contra o aumento das passagens de ônibus no Rio de Janeiro quando foi atingido na cabeça por um rojão.
Andrade, de 49 anos, recebeu auxílio médico mas teve sua morte cerebral declarada na última segunda-feira.
A nota da CIDH esclarece que a polícia já havia "capturado duas pessoas supostamente envolvidas no caso" e mencionou a existência de "relatos contraditórios sobre os possíveis culpados pela agressão".
"Além de expressar sua indignação, a presidente Dilma Rousseff determinou que a Polícia Federal tome à frente das investigações sobre o caso", disse a Comissão, órgão autônomo da OEA.

