BRASÍLIA — Ado ex-presidente pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região () dividiu, como era esperado, a base aliada, que comemorou a sentença, e a oposição, que defendeu o petista.
Já Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara e presidente da República em exercício, afirmou que o dia não é de celebração, já que “o melhor foro de enfrentamento de teses diferentes é a campanha eleitoral”, mas ressaltou que é preciso respeitar a decisão da Justiça.
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O líder da minoria na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), disse que o PT "não tem plano B" e lutará na Justiça, com recursos, até o final.
— Não muda os planos do PT. Vamos na política e na Justiça com Lula candidato. Não tem plano B — disse ele.
Já o líder do DEM na Câmara, deputado Efraim Filho (PB) afirmou que a decisão é uma “lição de cidadania” e defendeu a aplicação da Lei da Ficha Limpa.
— A decisão foi baseada na lei, nos fatos e nas provas. Foi uma lição de cidadania ao julgar um ex-presidente. E mostra que ninguém está acima da lei e que o Tribunal estava em sintonia com o que exige a sociedade. A Lei da Ficha Limpa foi aprovada ainda no governo do PT e precisa ser cumprida.
Confira o que disseram outros políticos sobre a decisão do TRF-4:
“Não existem trajetórias políticas ou biografias acima da Lei e da Constituição. Lula tem que acatar a decisão da Justiça. A partir de agora, Lula é inelegível. Num Estado de Direito todo cidadão tem que respeitar as instituições e cumprir as decisões judiciais.”
“O que foi reiterado pelo TRF-4 é a condenação de um sistema político onde o interesse público fica subordinado aos interesses privados. Esse sistema (atual) faliu. E é evidente que a condenação de alguém com o peso político do Lula, com a celeridade com que o processo andou, configura uma injustiça. Outros figurões, inclusive Temer, passam por situações similaríssimas. Mas a esquerda tem que constituir uma mesa do diálogo onde a autocrítica seja servida. Mas acredito que Lula continuará sendo candidato.”
“A Justiça cumpre o seu papel, e agora o debate continuará sendo político. Foi uma condenação dura. O que o PT tem que fazer agora é se cercar de bons advogados e não de militantes. E é preciso cumprir a Lei da Ficha Limpa, que é para todos: se está condenado em segunda instância, fica inelegível. Como um condenado em segunda instância pode ser presidente? Lula está usando o julgamento para se vitimizar e vai continuar, mas o PSDB não tem que se preocupar com isso. Agora, o que não pode é o Lula esculhambar a Justiça por ser o Lula.”

