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Coach preso por emitir prescrições médicas falsas liderava esquema com ajuda de profissionais de saúde

Coach preso por emitir prescrições médicas falsas liderava esquema com ajuda de profissionais de saúde
Coach preso por emitir prescrições médicas falsas liderava esquema com ajuda de profissionais de saúde

O coach Felipe Francisco, 39, preso por chefiar um esquema criminoso que receitava medicamentos com prescrição médica falsa, contava com a participação de profissionais da saúde de Santa Catarina, conforme informou o delegado Neto Gattaz.

Ao todo, 13 pessoas foram presas preventivamente no dia 15 de agosto, incluindo familiares, amigos e "seguidores" do coach. No total, há mais de 40 investigados no caso.

Felipe Francisco. - Foto: Reprodução Instagram

Em 2017, Felipe já tinha sido preso por atuar como nutricionista sem ter formação na área, e em 2019 ele foi condenado pelo crime.

Nutricionistas, médicos e biomédicos fizeram parcerias com Felipe passando prescrições indevidas de anabolizantes, emagrecedores e fitoterápicos, além de aplicar injetáveis dentro da clínica “F. Coaching”, com filiais em Joinville e Balneário Camburiú.

Coach estético foi preso em Joinville — Foto: Divulgação PC-SC

"Cada um deles desempenha o seu papel dentro disso. Tem as pessoas que fazem o atendimento final ao paciente, tem aqueles que precisam cooptar os pacientes, tem os que produzem o medicamento e os que trazem o medicamento que não é vendido no Brasil, de maneira ilícita", afirmou Gattaz ao G1 SC.

Ainda conforme a polícia, há indícios de que a maioria das mercadorias vinha de fora de Santa Catarina, como do Paraguai, por exemplo.

Felipe Francisco. - Foto: Reprodução Instagram

No dia das prisões, mais de 50 substâncias diferentes foram apreendidas nas clínicas do coach e demais unidades de saúde investigadas que estão fechadas temporariamente.

Felipe criou um sistema chamado de “protocolos” em que misturava as substâncias e colocava o preço que queria nos “remédios”.

Frascos de medicamentos nas clínicas do coach — Foto: Polícia Científica de Joinville/Divulgação

Na denúncia, uma vítima relatou ter ficado internada por oito dias na UTI de um hospital após ingerir apenas duas cápsulas do “protocolo”. Já outros pacientes se queixaram de ter sofrido taquicardia, disfunção erétil e manchas pelo corpo.

O caso segue em investigação.

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