O contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, foi preso na manhã desta quinta-feira (26) em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, após anos de buscas. A prisão foi realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/RJ), composta por agentes da Polícia Federal e da Polícia Civil do estado, com apoio do Ministério Público Federal, incluindo monitoramento aéreo por drones.
Adilsinho é apontado como membro da cúpula do jogo do bicho no Rio e considerado o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do estado. Ele controlava áreas da Zona Sul, Centro e Zona Norte da capital e respondia a pelo menos quatro mandados de prisão, envolvendo homicídios e crimes ligados à contravenção. O policial militar Diego D’arribada Rebello de Lima, responsável pela segurança do bicheiro, também foi detido.
A prisão integra a Operação Libertatis, deflagrada em 2023 para reprimir crimes como tráfico de pessoas, exploração de mão de obra análoga à escravidão, fraude e sonegação fiscal. Durante a primeira fase, em Duque de Caxias, foram encontrados 19 trabalhadores paraguaios em condições precárias, submetidos a jornadas exaustivas e sem remuneração, em uma fábrica clandestina de cigarros. A segunda fase, realizada em 2025, prendeu doze pessoas, mas Adilsinho não foi localizado até hoje.
Além de sua atuação no crime organizado, Adilsinho tem histórico de envolvimento com a máfia do cigarro e o jogo do bicho, controlando a venda ilegal de produtos falsificados em dezenas de municípios do estado. Entre 2018 e 2023, estima-se que a quadrilha tenha sonegado R$ 10 bilhões em impostos em todo o país, mais de R$ 2 bilhões apenas no Rio. Ele também é fundador do Clube Atlético Barra da Tijuca e patrono da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro.

