Após deixar o presídio no dia 5 de abril para cumprir prisão domiciliar, Monique Medeiros, acusada da morte do filho Henry Borel, deverá voltar para a cadeia. A decisão é do desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, nesta terça-feira (28).
O desembargador aceitou um recurso do Ministério Público (MP-RJ) contra a decisão de soltura de Monique, que passou a ser monitorada por tornozeleira eletrônica. A mulher será encaminhada para uma unidade da Polícia Militar ou do Corpo de Bombeiros.
Durante a sessão, o desembargador criticou os argumentos da juíza Elizabeth Machado Louro, do II Tribunal do Júri, sobre a concessão de liberdade a Monique. Segundo ele, o fato de ela estar em local sigiloso impede a fiscalização do MP e dificulta o Estado de assegurar sua integridade.
Domingos também afirmou que na decisão da juíza não houve comprovação das ameaças que Monique alegou ter sofrido na cadeia, além disso, foi concedida liberdade sem determinação de alvará de soltura.


